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NOVA 2-Lucro ajust. REN 2011 sobe 9,3 pct para 131 ME, acima previsto
March 1, 2012 / 5:47 PM / 5 years ago

NOVA 2-Lucro ajust. REN 2011 sobe 9,3 pct para 131 ME, acima previsto

* Lucro REN cresce 9,3 pct 2011 com aumento base activos e corte custos

* REN vai propôr dividendo "marginalmente superior" aos 0,168 euros de 2010

* CEO REN prevê (Acrescenta informação e citações adicionais)

Por Filipa Cunha Lima

LISBOA, 1 Mar (Reuters) - O lucro líquido ajustado da REN-Redes Energéticas Nacionais teve uma subida maior do que o esperado de 9,3 pct para 131 milhões de euros (ME) em 2011, suportado no aumento da base de activos regulados de electricidade, disse a REN.

"Os resultados da REN reflectem a solidez da empresa e a sua capacidade de execução, mesmo numa conjuntura macroeconómica difícil", referiu o Chief Executive Officer (CEO) da REN, Rui Cartaxo, em comunicado.

O lucro líquido da REN em 2011 exclui o efeito do reforço para o dobro de uma provisão de 12,05 ME relativa ao contencioso com a Amorim Energia sobre os dividendos da Galp Energia .

A média das estimativas de três analistas apontavam para um lucro líquido ajustado de 125,6 ME em 2011 contra o lucro recorrente de 119,8 ME há um ano.

A operadora das redes de transporte de gás e electricidade de Portugal adiantou que, no mesmo período, o EBITDA-Earnings before Interests Taxes Depreciation and Amortization subiu 9,5 pct para 472,5 ME.

Segundo a REN, "os números alcançados reflectem uma melhoria dos resultados operacionais, reflexo da expansão da base de activos, da aposta numa maior eficiência organizacional e consequente redução dos custos operacionais controláveis ('opex')", adiantou a REN em comunicado.

Os custos OPEX -- custos operacionais core -- caíram 28,5 pct para 118,2 ME.

Os encargos financeiros da REN cresceram 23,2 pct para 103,4 ME, o que, segundo a REN "reflecte a deterioração do rating da Empresa e o contexto macroeconómico adverso".

"Estes dois factores influenciaram o custo dos novos financiamentos mas também o dos antigos, revistos em alta na sequência dos downgrades sofridos", acrescentou.

Rui Cartaxo afirmou que vai ser proposto na Assembleia Geral de accionistas agendada para 27 de Março um dividendo "marginalmente superior" ao de 0,168 euros relativo a 2010.

NOVOS ACCIONISTAS ABREM PORTA A NOVOS INVESTIMENTOS

O CEO da REN realçou que a recente entrada de dois accionistas de referência abre possibilidades de investimento que antes não estavam ao seu alcance, admitindo, porém que o custo custo médio da dívida deverá continuar a subir em 2012.

O Governo português seleccionou recentemente a China State Grid (CSG) e a Omã Oil para comprar, respectivamente, 25 pct e 15 pct da REN, no âmbito da privatização de 40 pct prevista no 'bailout' de 78.000 ME a Portugal.

"Estamos a passar por alterações profundas na nossa estrutura accionista, que abre um novo ciclo da empresa", disse Rui Cartaxo, realçando que aqueles novos accionistas serão cruciais para que as dificuldades de financiamento do actual contexto macro sejam ultrapassadas.

A parceria estratégica com a CSG prevê a selecção, ainda em 2012, de um projecto na China e outro no Brasil, assegurando a CSG ainda, através do China Development Bank, uma linha de financiamento de 1.000 ME para a operadora, que prevê um capex de 3.200 ME até 2016.

Rui Cartaxo explicou que a maturidade média da dívida da REN "é um indicador que vai sofrer, em 2012, grandes alterações, positivas em virtude dos acordos associados à entrada no capital da REN da China State Grid".

"Vamos assitir a um alongamento significativo da maturidade da nossa dívida", concluiu.

Rui Cartaxo prevê que o novo plano de negócios da REN para os próximos 5 anos deverá estar concluído até ao final do terceiro trimestre de 2012.

A dívida líquida da REN situou-se em 2.301,3 ME no final de Dezembro de 2011, face a 2.100 um ano, com um custo médio de 4,7 pct e uma maturidade média de 3,86 anos.

O investimento da REN ascendeu a 349,4 ME em 2011, uma queda homóloga de 21 pct contra o ano anterior.

Para além da CSG com 25 pct e da Omã Oil com 15 pct, a REN é ainda detida em 11 pct pelo Estado, 8,4 pct pela EGF-GCF (Logoplaste), seguido da Gestmin com 5,6 pct, sendo que a EDP, a espanhola Red Eléctrica e a Oliren têm, cada uma, cinco pct. (Por Filipa Cunha Lima; Editado por Sérgio Gonçalves)

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