May 15, 2020 / 10:05 AM / 19 days ago

PIB Portugal 1ro Tri'20 contrai 3,9% em cadeia com impacto pandemia -Estimativa rápida INE

LISBOA, 15 Mai (Reuters) - O Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal contraiu em cadeia 3,9% no primeiro trimestre de 2020, face ao trimestre anterior, quando a expansão foi de 0,7%, refletindo o impacto da pandemia COVID-19 que já se fez sentir significativamente no último mês do trimestre.

O Instituto Nacional de Estatística adiantou, na estimativa rápida, que a economia portuguesa contraiu 2,4%, em termos homólogos, após um crescimento de 2,2% no trimestre anterior.

“O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi negativo no 1º trimestre (-1,4 pontos percentuais), após ter sido positivo no trimestre anterior, traduzindo a diminuição mais intensa das Exportações de Bens e Serviços que a observada nas Importações de Bens e Serviços”, explicou o INE.

Adiantou que “a procura interna registou um contributo negativo (-1,0 pontos percentuais), pela primeira vez desde o 3º trimestre de 2013, associada à diminuição do consumo privado e do Investimento”.

Portugal, que esteve em ‘lockdown’ desde 18 Março até 2 de Maio, está a abrir a economia sector a sector, mas o surto de coronavírus está a ter um efeito económico desvastador.

“Comparativamente com o quarto trimestre de 2019, o PIB diminuiu 3,9% em termos reais (variação em cadeia de +0,7% no trimestre anterior), explicado por contributos negativos da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB, de -2 pontos percentuais, após ter sido positivo no trimestre anterior) e da procura interna, de -1,9 pontos percentuais, que foi mais negativo que no trimestre anterior”, frisou.

Até agora, Portugal registou 28.319 de casos confirmados de coronavírus e 1.184 mortes, um número relativamente baixo, especialmente em comparação com a vizinha Espanha.

O FMI projecta que Portugal tenha a mais profunda recessão em quase um século com o PIB a cair 8% em 2020, enquanto a Comissão Europeia vê uma contração de 6,8%, ainda assim inferior à queda de 7,7% na zona euro. (Por Patrícia Vicente Rua e Gdansk Newsroom; Editado por Catarina Demony)

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